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Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007
blablabla
  Porra, um gajo não pode andar um pouco mais atarefado e é logo isto! Ninguém escreve, ninguém se manifesta apesar de tantos acontecimentos marcarem a actualidade. Sim, já sei: Querem falar de Futebol!
  Então seja, como previ há cerca de duas semanas o SLB já passou à frente do SCP. Lembras-te Linger do que te disse no café depois do nosso jogo? Pois é, apito dourado power e eles aí vão, ninguém os segura. Coincidências...
   A Mariazinha Morgado (que não é familiar aqui do je Morgadinho) já deu ordem de arquivamento à certidão extraída em que, aparentemente, o Major Valentão e o Rei das Águas arranjavam maneira de patrocinar a Liga em troca de uns licenciamentos...Arquive-se. Granda Maria, é assim mesmo, mostra-lhes como se põe isto em ordem. Já agora: Onde estão as escutas do Orelhas? Será que também foram merecedoras de tão ilustre despacho?
     E que tal o castigo do Zé Pedro? 3 jogos. Lindo. Não hajam dúvidas de que, para um lance que até suscita dúvidas, 3 jogos é apropriado.  Nuno Gomes ao segundo cartão vermelho cumpriu 1 jogo de castigo. Apito Dourado Power.
     E que tal a revelação de que Domingos Paciência afinal nem sequer olha para os jogos em que a sua equipa participa. Não viu o lance do Quaresma (que o jogador do Leiria confirma não ter sido intencional) porque estava a olhar para o chão. Não viu o penaltie porque...bom, porque devia estar a olhar para o ar. Não viu a dualidade de critérios disciplinar porque...devia estar a jogar ao Game Boy. A propósito diga-se: Quaresma 2 jogos de castigo - Apito Dourado Power.
     E o PC que foi chamado à PJ por causa da violação do Segredo de Justiça e os jornalistas estavam lá todos à espera? E quem vai ser chamado agora por causa desta violação? É só rir...
     Claro que podíamos falar de outros assunto, e provavelmente falaremos, quando isto do Futebol já não tiver tanto interesse.

Ps: Não se esqueçam de que vai abrir a época de substituições na Liga Record.
    


publicado por tonymorgadinho às 10:52
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31 comentários:
De Kappa a 31 de Janeiro de 2007 às 13:45
É verdade caros Bloguistas (não ivo ñ é Bloquistas ), depois deste defeso forçado, cá estamos de volta para mais um jogo falado. Desta vez sinto-me tentado a concordar com o Tony ... esta história dos castigos só pode resultar de mais um tentáculo do apito dourado. Não é que o Quaresma, por infracção ao art. 120.1.b " (Das agressões)
1. São punidos nos termos das alíneas seguintes as agressões praticadas pelos jogadores
contra: Delegados ou outros intervenientes no jogo com direito de acesso ou permanência no
recinto desportivo.

b) Agressão: suspensão de 1 a 5 jogos e multa de ? 500 (quinhentos euros) a ? 5.000 (cinco
mil euros); foi sancionado com 2 jogos de castigo. Quando o Nuno Gomes, logo no seu 1º jogo do campeonato (2ª jornada) por infracção ao art. 126º "Das injúrias e ofensas à reputação"
Os jogadores que usem expressões, verbalmente ou por escrito, ou façam gestos de carácter injurioso, difamatório ou grosseiro são punidos nos termos dos números seguintes:
1. Contra a equipa de arbitragem: suspensão de 1 (um) a 4 (quatro) jogos e multa de € 500 (quinhentos euros) a € 5.000 (cinco mil euros).
2. Contra pessoas singulares ou colectivas, ou respectivos órgãos, integrados na F.P.F., individualmente ou por representação orgânica, por virtude do exercício das suas funções: suspensão de 1 (um) a 4 (quatro) jogos e multa de € 500 (quinhentos euros) a € 5.000 (cinco mil euros), levou quantos jogos? adivinhem? vá lá, mais um esforço... CERTO - 2 JOGOS. MORAL DA HISTÒRIA: mandar umas bocas é tão grave como AGREDIR BRUTALMENTE um colega de profissão. Fico muito admirado, ou talvez não, terem feito o alarido que fizeram por causa do "GREGO" e agora pretenderem branquear uma evidencia destas. APITO DOURADO POWER. Em relação ao Domingos, que por acaso até existem imagens que demonstram que ele viu bem o lance e até reagiu a agressão que foi bem à sua frente e depois dizer que não viu porque stava a olhar para o chão. VERGONHOSO. Não será ele filho daquela gente?! Quanto ao Jogo que o Sr. Helton apelidou de vergonhoso, certamente que estaria a referir-se à agressão do Lucas Marec ao jogador do Leiria, perto do final do jogo, ou talvez à atitude do Sr. Pepe dirigida ao seu antigo colega de equipa, agora jogador do Leiria, quando estava no chão lesionado. Bem ao jeito de Maniche, Jorge Costa & Amigos quando agrediram cobardemente o Simão no chão. APITO DOURADO POWER.
Para terminar por ora, claro que não podia deixar de partilhar convosco mais um grande momento de felicidade que vivi à dois dias atrás... è verdade mais uma vez tive o prazer de ver o Papa a ir almoçar à Judite. Tal como soube através de um passarinho do mundo editorial, consta que devido ao APITO DOURADO POWER, estes momentos vão-se eternizar. SAUDAÇÕES GLORIOSAS.


De Kamarada a 31 de Janeiro de 2007 às 23:17
Entao não e que o Engi Socras anda de olhos em bico la pelas terras do shaolin, e o Benfica vai e compra um chines ... isso sim preocupa-me ... o poder politico a emiscuir-se nos meandros do futebol ... na na isso ta mal ... alias nunca deveria acontecer ... pois ...


De TonyMorgadinho a 2 de Fevereiro de 2007 às 09:39
O Sport Lisboa e Benfica, fará entrar na semana que vem (4ª feira), um processo na justiça desportiva portuguesa contra a gigante da informática, Microsoft.
O motivo, segundo os dirigentes do slb, é que a Microsoft estará usando um slogan da equipa em aplicações como o Word, PowerPoint e até mesmo o Excel.
Um dos advogados do clube explica: "Sempre que um programa da Microsoft é iniciado, o nome do ficheiro é ' Sem título '. O Benfica sente-se lesado ao ter um slogan tão seu, tão identificado com a história dele no futebol mundial, ser utilizado com fins lucrativos por uma empresa como a Microsoft".
"Vamos até as últimas consequências, Ahn!" - diz o presidente benfiquista
Bill Gates não quis comentar o assunto.


De TonyMorgadinho a 2 de Fevereiro de 2007 às 09:41
Einstein foi a uma festa e como não conhecia ninguém foi misturando-se com os convidados...
-Olá como vai? - perguntou
-Vou bem, obrigado!
-Qual o seu Q.I.?
-200!
Então conversaram sobre fisica quântica, teoria da relatividade, bombas de hidrogénio...
Andou mais um pouco...
-Olá como vai? - perguntou novamente
-Vou bem, obrigado!
-Qual o seu Q.I.?
-170!
Falaram, então, sobre politica, desigualdade social, reforma agrária...
Continuou passeando-se e conversando com uma 3.a pessoa cujo Q.I. era de 100 falaram sobre desemprego, aumento dos combustíveis, Bin Laden, George Bush, etc.
Continuando o seu passeio pela festa conversa com uma 4.a pessoa, com um Q.I. de 50, sobre a Floribela, Morangos com Açucar, Cinha Jardim...
Deu mais uma volta...
-Olá como vai, tudo bem? - perguntou
-Iá!
-Qual o seu Q.I.?
-10!
-ENTÃO, ESSE BENFICA!!!?!!!?????


De Linger a 6 de Fevereiro de 2007 às 12:52
FINALMENTE AQUI ESTA A MAIOR VERGONHA DO NOSSO FUTEBOL!!PARA OS PURISTAS LAMPIOES AQUI VAI:
Esta pérola da História, é o relato dos acontecimentos que originaram a 1ª
Irradiação na Arbitragem. O outro foi Francisco Silva nos anos 80. Foi
retirada do EXPRESSO on Line, e inclui entrevista com INOCÊNCIO CALABOTE, o
àrbitro que marcou 3 penaltis, expulsou 3 jogadores e prolongou para lá dos
100 minutos o ultimo jogo de um campeonato decidido por diferença de
golos...

Em 1959, acusado de ter prolongado um jogo de futebol para que o Benfica
conquistasse o campeonato nacional de 1958-59, foi irradiado dos campos de
futebol por corrupção, mas quem viria a ganhar seria o FC Porto. Hoje, o
ex-árbitro algarvio Inocêncio Calabote continua a protestar a sua inocência.


«A bem da nação»
Era um domingo muito especial, o de 22 de Março de 1959, em termos de
futebol, quer-se dizer. O calendário era outro, e o Campeonato Nacional da I
Divisão da época 1958-59 vivia, nesse dia, a sua última jornada. E que
jornada! Benfica e Porto, empatados em pontos e nos jogos disputados entre
si, eram os únicos candidatos ao título. A separá-los, na corrida, apenas
uma diferença de quatro golos favorável aos «azuis e brancos» (78-22 do
Porto contra 71-19 do Benfica). Para se tornarem campeões, os «encarnados»
teriam de ganhar o último encontro por uma vantagem superior em quatro golos
àquela que os portistas conseguissem.
Sem directos televisivos, o país estava suspenso, depois do almoço
domingueiro, dos relatos que a Rádio, ainda sem transmissões em cadeia,
assegurava, em simultâneo nessa tarde, dos dois encontros. O Benfica recebia
na Luz, com casa cheia, o Desportivo da CUF, do Barreiro. O Porto, pela sua
parte, enfrentava o Torreense, em Torres Vedras, a transbordar. E a
expectativa era tanto maior quanto se sabia que CUF e Torreense, em riscos
de descerem de divisão (como acabariam por descer, face às derrotas que
sofreram nesse dia), iriam fazer a vida cara aos adversários. Os jogadores
destes dois clubes tinham mesmo prémios especiais (e secretos) para o caso
de conseguirem contrariar as naturais aspirações de vitória dos dois
grandes.
Inocêncio João Teixeira Calabote, árbitro da Comissão Distrital de Évora,
foi escolhido para apitar o Benfica-CUF. Considerado e premiado pela
Comissão Central de Árbitros, «pelo Desporto e a Bem da Nação», como o
melhor da época 1952-53, era indicado à FIFA como árbitro internacional na
época seguinte (distinção que voltaria a merecer em 1956-57) e apontado um
ano depois pelo próprio presidente da Comissão Central, na altura Filipe
Gameiro Pereira, como «do melhor que tem passado pelo sector da arbitragem»,
numa entrevista concedida ao jornal «A Bola» em 26 de Março de 1955. E havia
razões de sobra para escolher um juiz com o perfil de «honrado» e de
«independente» como o de Inocêncio Calabote para arbitrar esse Benfica-CUF
de 1959. É que ao longo da época, em particular durante a segunda volta, os
«encarnados» tinham acumulado múltiplas razões de queixa contra as
autoridades responsáveis pelos destinos do futebol.
A primeira grande injustiça de que o clube da Luz se sentiu vítima, nessa
época, girou em torno de um castigo de cinco jogos de suspensão aplicado a
Chino, o influente extremo-direito da equipa. Quando a pena estava
praticamente cumprida, o castigo foi reduzido para um jogo apenas!
Jornadas mais tarde, depois de um protesto do Belenenses referente a um jogo
com o Benfica ter sido aceite pelas autoridades federativas (primeiro por
ter sido negado aos homens da cruz de Cristo um golo directo conseguido na
marcação de um canto e depois pela barreira defensiva dos encarnados se ter
alegadamente mexido antes de Matateu, a estrela da equipa, apontar um golo
de livre), o clube da Luz viu o jogo de repetição ser marcado para a
quinta-feira anterior à partida decisiva com a CUF.
Por fim, o encontro que os «encarnados» disputaram em Alvalade, na penúltima
jornada, no domingo anterior, ficara marcado por cenas de autêntico
pugilato, que fizeram com que a equipa terminasse a partida com apenas nove
jogadores, por expulsão de Ângelo e lesão de Artur.
Minutos dramáticos


De Linger a 6 de Fevereiro de 2007 às 12:53
O Estádio da Luz estava à cunha. A equipa de arbitragem - Inocêncio Calabote
foi auxiliado por Madeira da Rocha e por Manuel Fortunato - foi a primeira a
entrar em campo, uns cinco minutos antes da hora prevista para o início da
partida, seguida, nos minutos seguintes, pela turma do Barreiro. Os
responsáveis «encarnados» admitem que atrasaram o mais possível a entrada da
sua equipa no relvado, de forma a poderem beneficiar do conhecimento do
resultado em Torres Vedras. «Faltariam aproximadamente dois minutos para as
quinze horas quando entrou a equipa do Benfica», declararia, mais tarde,
Manuel Fortunato, um dos fiscais de linha, no âmbito de um processo
disciplinar que viria a custar a irradiação de Inocêncio Calabote, mais de
20 anos depois dos «bons serviços» que, unanimemente, prestou à arbitragem.
«Havia numerosos fotógrafos dentro do campo para fotografar a equipa. Isto
deu lugar a uma certa demora, tendo o árbitro procurado que os fotógrafos
abandonassem o campo. Isto fez com que o jogo principiasse uns três minutos,
aproximadamente, depois das quinze horas», adiantou o auxiliar.
Apesar do esforço dos homens do Barreiro, a primeira parte correu de feição
para as aspirações do Benfica, que chegou ao intervalo a vencer por 4-0. Aos
58 minutos de jogo, o cufista Quaresma reduziu para 5-1, colocando assim o
FC do Porto em vantagem. Mas o Benfica, em tarde inspirada, não tardaria a
fazer os 6-1.
Os últimos minutos, segundo relata a Imprensa da época, foram «dramáticos»
nos dois campos. Primeiro, na Luz, Mendes fazia os 7-1, dando o título ao
Benfica. Depois, em Torres, Noé marcava o segundo golo do Porto, empatando
de novo a contenda entre os dois grandes. E, a vinte segundos do final desta
partida, Teixeira elevava a marca para 3-0, colocando a faixa de campeão ao
peito dos «azuis e brancos».
Na Luz, os «encarnados» deram tudo por tudo ao longo dos seis derradeiros
minutos da partida (dez, com os descontos) mas não conseguiram voltar a
marcar. Por um só golo (81-22 contra 78-20), o FC do Porto, na altura
treinado por Bela Guttmann sagrava-se campeão nacional.
«Na manhã seguinte, em Évora, preenchi o relatório do jogo, que mandei para
a Comissão. Tinha assinalado três penaltis e expulsado três jogadores da
CUF. Creio que não houve mais nada de especial a registar.»
Isto pensava ele, na sua inocência de Inocêncio puro, longe ainda de saber,
como viria a apurar mais tarde, quantas coincidências nefastas se não podem
cruzar no caminho dos inocentes. «Em 58-59, a presidência da Comissão
Central de Árbitros, por força da rotatividade do cargo ou de qualquer coisa
no género, foi parar às mãos do Belenenses, então um dos quatro grandes, na
pessoa do dr. Coelho da Fonseca. O presidente anterior veio a Évora
avisar-me um belo dia: você ponha-se a pau, que a Comissão que entrou vem
com intenções de o irradiar', disse-me ele, o Gameiro Pereira. Queriam
vingar-se.
«Logo de seguida, depois do tal Benfica-CUF, alegando má-fé minha no
preenchimento do relatório do jogo - que teria começado não sei quantos
minutos depois da hora, que teria tido um intervalo maior que o devido e um
prolongamento excessivo também -, o dr. Coelho da Fonseca abriu-me um
inquérito e não descansou enquanto não conseguiu que me fosse aplicada a
pena de irradiação da arbitragem. Ao fim de 22 anos de bons e leais
serviços, conseguiram pôr-me na rua alegando um pretenso erro meu de
cronometragem. E se escrevi no relatório que prolonguei a partida durante
quatro ou cinco minutos foi porque entendi que o devia ter feito e porque
foi esse o tempo que o meu relógio realmente marcou. E qual é o relógio que
conta?»
Depois de mais de 20 anos dedicados à causa da arbitragem, Inocêncio
Calabote viu-se irradiado por um pretenso erro de meia dúzia de minutos.
«Não, nunca ninguém me acusou de suborno, de comprado ou de coisa no género,
que nunca ninguém encontrou matéria para tal. Aplicaram-me a pena máxima só
porque o meu relógio, pretensamente, não tinha o rigor de um cronómetro
acima de qualquer suspeita.»
E repete-se inocente, Inocêncio João Teixeira Calabote. Sem esperança nos
homens, até que o esquecimento o liberte.
AINDA hoje, quase 40 anos depois dos acontecimentos que viriam a marcar, de
forma


De Linger a 6 de Fevereiro de 2007 às 12:55
CALABOTE. A 90 minutos do fim da época 58/59, FC Porto e Benfica estão empatados no primeiro lugar. Os dragões, no terreno do Torreense, ganham 3-0, com dois golos nos últimos minutos. Na Luz, O Benfica goleia a CUF por 7-1, com o árbitro Inocêncio Calabote a prolongar o jogo sete minutos para além dos 90 e a marcar três "penalties" a favor do Benfica. Não chega. Os dragões são campeões por um golo. Calabote é acusado de corrupção e afastado da arbitragem.
IN RECORD.


De Kappa a 6 de Fevereiro de 2007 às 13:56
CASO-INOCÊNCIO CALABOTE
OU UMA MENTIRA MUITAS VEZES REPETIDA…
Onde se recorda a célebre arbitragem do Benfica-Cuf (7-1) da última jornada do
campeonato de 1958/59 (ganho pelo FC Porto), jogo que, diz-se agora, o árbitro
terá prolongado por dez minutos, à espera de um golo que daria o título ao
Benfica. Nem o Benfica ganhou esse campeonato, nem o jogo demorou tanto: o
árbitro deu não mais de três a quatro minutos de descontos, plenamente
justificados pelas constantes perdas de tempo dos jogadores adversários. Basta
reler os jornais da época…
Desde os anos oitenta, quando se acentuou o domínio do FC Porto sobre a arbitragem
nacional, culminado, duas décadas depois, com a tardia “Operação Apito Dourado”, passou a
ouvir falar-se muito no antigo árbitro Inocêncio Calabote e nos favores que teria feito ao Benfica
num célebre jogo com a Cuf na última jornada do Campeonato Nacional de 1958/59 (22 de
Março), terminado com o resultado de 7-1 e que teria tido, no dizer de quantos o recordam
agora, dez minutos a mais, dados pelo árbitro à espera que o Benfica marcasse mais um golo
que lhe daria o título. Nada mais falso.
Quando se chegou à 26ª e última jornada deste campeonato, marcado por inúmeros
casos (ver texto à parte), FC Porto e Benfica estavam igualados em pontos e na primeira
fórmula de desempate, já que haviam empatado os dois jogos entre ambos. O FC Porto tinha
então uma vantagem de quatro golos na diferença total entre tentos marcados e sofridos, pelo
que tudo se iria decidir na última jornada, nos jogos Torreense-FC Porto e Benfica-Cuf. Apesar
de uma e outra destas equipas estarem em perigo de descer de divisão (o Torreense desceu
mesmo e a Cuf acabou por ter que disputar o então chamado Torneio de Competência com os
melhores classificados da II Divisão), é muito natural que tanto os jogadores da Cuf como os do
Torreense tenham tido prémios especiais (e secretos) para dificultarem a vida aos dois
candidatos ao título.


De Kappa a 6 de Fevereiro de 2007 às 13:58
RADIOS ACESOS E 6 MINUTOS DE ATRASO…
Sem televisão a transmitir, era através da rádio que, num e noutro campo, os adeptos
iam seguindo a marcha dos marcadores. E a grande questão, que dá origem a todos os
exageros que hoje se propalam, residiu no facto de o jogo do Benfica ter começado seis
minutos mais tarde que as tradicionais 15 horas, então o horário de início de todos os jogos. A
nossa equipa demorou a entrada em campo o mais que pode, de forma a poder vir a beneficiar
do conhecimento do resultado em Torres Vedras, facto que levou a que o clube fosse então
(justamente) multado. Esses seis minutos (mais uns “pozinhos” no segundo tempo) juntos com
os três a quatro minutos que o árbitro prolongou o jogo para compensar percas de tempo,
levou a que o jogo da Luz tivesse terminado apenas mais de dez minutos depois do de Torres
Vedras, tempo durante o qual a equipa do FC Porto esperou em pleno campo, para depois
festejar a conquista do título. E foi essa longa espera, superior a dez minutos, que deu origem
à lenda-Calabote, que tão aproveitada (e distorcida) tem sido ao longo dos tempos. O Benfica
não foi em nada beneficiado com essa arbitragem. E o árbitro até teria tido todas as
possibilidades de «dar» o título ao Benfica, já que o nosso clube marcou o seu último golo aos
38 minutos da segunda parte e, quando o jogo de Torres Vedras terminou, o Benfica ainda teve
cerca de dez minutos (seis regulamentares e mais três a quatro de “descontos”) para marcar
aquele que lhe daria o título.


De Kappa a 6 de Fevereiro de 2007 às 13:59
O QUE DISSERAM OS JORNAIS…
Folheando os três jornais desportivos da época, nada faria supor que, várias décadas
depois, o jogo fosse tão falado. Vejamos o que então se escreveu sobre o tempo de desconto,
não sem que, antes, se recorde que, na altura, a missão dos árbitros era bem mais difícil, pois
não havia cartões amarelos, o guarda-redes podia passear com a bola na grande área,
batendo-a no chão as vezes que entendesse e a demora nos lançamentos da linha lateral não
era castigada com lançamento a favor da equipa adversária.
Mas vejamos o que disseram os jornais. Alfredo Farinha, em “A Bola”, foi bem claro: «O
recurso sistemático aos pontapés para fora do rectângulo, a demora ostensiva na marcação
dos livres e lançamentos de bola lateral, as simulações de lesionamentos, o uso e abuso,
enfim, de todos esses vulgarizados meios de “queimar tempo” (…) dificilmente encontram, no
caso de ontem, outra justificação se não esta: a Cuf não jogou, exclusivamente, para si mas
também para uma outra equipa (a do FC Porto) que estava à margem da luta travada na Luz.»
Mais adiante, na apreciação ao trabalho do árbitro, acrescenta Alfredo Farinha: «No que se
refere ao prolongamento de quatro minutos, cremos ter deixado, ao longo da crónica,
justificação bastante para o critério do sr. Inocêncio Calabote.»
No “Mundo Desportivo”, Guilhermino Rodrigues não comungava da mesma opinião, mas
até considerou menor o tempo de desconto e acabou por o justificar: «Exagerado o período de
três minutos que concedeu além do tempo regulamentar para contrabalançar os momentos
gastos em propositada demora pelos cufistas.»
No “Record”, em crónica não assinada (um antigo hábito do jornal), uma outra opinião:
«Deu quatro minutos (…) pela demora propositada dos jogadores da Cuf – alguns deles foram
advertidos – na reposição da bola em jogo. Não compreendemos porque não usou do mesmo
critério no final do primeiro tempo, dado que aquelas demoras se começaram a registar desde
início.»
Esclarecedor…


De Kappa a 6 de Fevereiro de 2007 às 14:02
DOIS PENALTIS INDISCUTIVEIS… APENAS UM DUVIDOSO!
A acrescentar à fantasia dos dez minutos de descontos, há também quem fale nas três
grandes penalidades que o árbitro assinalou a favor do Benfica. Os jornais foram unânimes em
considerar indiscutíveis o primeiro e o terceiro e apenas o segundo deixou dúvidas.
“A Bola”: «Quanto aos “penalties”, não temos dúvida de que o primeiro e o terceiro
existiram de facto; dúvidas temos, porém, quanto ao segundo, pois Cavém, ao que se nos
afigurou, não foi derrubado por um adversário, antes foi ele próprio que se descontrolou e
desequilibrou.»
“Record”: «Regular comportamento no julgamento das faltas. Só não concordamos com
a segunda grande penalidade. A falta existiu, na verdade, mas só por ter sido executada fora
de tempo merecia livre indirecto.»
“Mundo Desportivo” (a propósito do segundo penalty): «Cavém obstruído quando
perseguia a bola dentro da área. A falta só exigia livre indirecto.”
Já agora, recorde-se também a declaração de Cândido Tavares, treinador da Cuf, ao
“Mundo Desportivo”: «O resultado justifica-se. Mas o árbitro foi demasiado longe na marcação
das grandes penalidades. Não achei justo que assim sucedesse. Pena foi que não adoptasse
agora no final o mesmo critério, não assinalando um autêntico “penalty” quando Durand
derrubou Cavém. Era quanto a mim mais razoável.”
Elucidativo! Se o árbitro tivesse desejado “oferecer” o título ao Benfica teria tido flagrante
oportunidade…


De Linger a 6 de Fevereiro de 2007 às 14:07
O Alfredo Farinha não era aquele velhote que defendia as cores dos benfica nos programa "Donos da Bola"?...é mais uma mera coicidencia.


De Kappa a 6 de Fevereiro de 2007 às 14:04
QUAL ESCANDALO?
O que aqui se escreveu poderá ser facilmente consultado nos jornais da época. Não
houve qualquer escândalo com a arbitragem de Inocêncio Calabote nesse Benfica-Cuf. O
chamado caso-Calabote é uma grande mentira!
ARTIGOS RELACIONADOS
FC Porto marcou dois golos no fim
e Torreense acabou com nove
O outro jogo decisivo da última jornada deste campeonato de 1958/59 foi o Torreense-FC
Porto. O FC Porto entrou com quatro golos de vantagem sobre o Benfica (na decisiva diferença
total de golos) mas, ao intervalo, o Benfica já estava em vantagem: ganhava por 5-0 à Cuf,
enquanto o FC Porto vencia em Torres Vedras por 1-0. Entretanto, na Luz o resultado foi fixado
em 7-1 quando havia sete minutos para jogar, mas em Torres Vedras, a dois minutos do fim, o
FC Porto fazia 2-0 e, a vinte segundos do final, Teixeira marcou o terceiro e decisivo golo. O
Benfica jogou ainda dez minutos, mas não conseguiu o golo que lhe faltava.
O Torreense, que sofrera o primeiro golo quando tinha um jogador fora de campo,
lesionado, jogou com dez jogadores, por expulsão de Manuel Carlos, desde os 20 minutos da
segunda parte, e ainda viu ser expulso outro jogador a seguir ao 2-0 (por pontapear a bola para
longe depois do golo), sofrendo o 3-0 quando já só tinha nove homens em campo. Casos
houve, pois, no jogo Torreense-FC Porto, com a arbitragem de Francisco Guiomar a ser
contestada pelos jogadores locais…
Uma época de “casos”
O FC Porto foi campeão na época do injustamente célebre caso-Inocêncio Calabote.
Uma época repleta de casos, com manifesto prejuízo para o Benfica que, ao contrário do que
se afirma, não dominava as estruturas do futebol (o presidente da Federação era o cap. Maia
Loureiro, sportinguista) e muito menos a arbitragem, então dirigida por Coelho da Fonseca,
associado do Belenenses, então um dos quatro “grandes” e que nesse ano foi terceiro, apenas
a três pontos do FC Porto e do Benfica.
A parte final do campeonato foi renhidamente disputada entre Benfica e FC Porto e os
casos “estranhos” foram então numerosos. Recordemo-los resumidamente:
- Chino, influente extremo-direito do Benfica, foi na fase decisiva da competição
castigado com cinco jogos de suspensão que mais tarde, quando estavam quase cumpridos,
foram reduzidos a um!...
- o Belenenses-Benfica, da 19ª jornada (a sete do fim), foi protestado pelo Belenenses,
primeiro por lhes ter sido anulado um golo de canto directo, depois por uma questão da barreira
defensiva do Benfica se ter ou não mexido antes de Matateu apontar um livre! Pois o jogo foi
mandado repetir na quinta-feira anterior ao jogo decisivo frente à Cuf (última jornada) e quatro
dias depois do Benfica se ter deslocado a Alvalade (penúltima jornada). A seguir ao
campeonato, os clubes da I Divisão estiveram duas semanas sem jogar, à espera que
terminasse a II Divisão, para disputarem a Taça de Portugal! Na repetição, Belenenses e
Benfica voltaram a empatar (1-1) mas o desgaste foi enorme.
- A três jornadas do fim, o FC Porto, que estava com largo atraso do Benfica na
(decisiva) diferença de golos, recebeu o Belenenses (então com uma das melhores equipas
nacionais) e ganhou por “estranhos” 7-0.
- Na penúltima jornada, o Sporting-Benfica (2-1) foi repleto de incidentes, com o Benfica
a terminar com apenas nove jogadores (não havia substituições), por expulsão de Ângelo e
lesão de Artur, colocado KO nas cenas de pugilato verificadas a dada altura. Depois, na
mesma semana, o Benfica teve que repetir o jogo no Restelo e receber a Cuf na jornada
decisiva…


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