Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006
Carolina...a escritora.
     Este foi sem dúvida um fim de semana grande. Grande no número de dias e grande em acontecimentos. Pinochet morreu. Já vai tarde. Nunca se deve desejar ou festejar a morte de ninguém mas não lamento a morte de um ditador. Milhares de torturas, milhares de mortos, milhares de desaparecidos, milhares de refugiados. Mais um fantoche americano que servia os interesses da "democracia" e da "liberdade". Não era melhor do que Saddam. Morreu e ainda bem. Achei graça no entanto às manifestações de apoio. Um bocado estúpido não? Apoio? Apoio ao quê? O homem tá morto porra! O Mundo ficou mais triste para o Albatroz...
     Bom, mudando de assunto, foi sem espanto (porque já nada me espanta) que recebi a notícia da publicação de mais um ícone da literatura portuguesa. Falo do livro dessa grande figura da cultura e do meio intelectual: Carolina Salgado. Pois é, a senhora (?) escreveu um livro. Escreveu? Bom tenho dúvidas, acho que alguém deve ter escrito por ela, não me parece que esteja muito habituada a pegar em canetas. Só se fosse daquelas canetas mais grossinhas. Bom mas desde que o Mário do Big Brother escreveu um livro eu já estou por tudo! Voltando ao assunto, a senhora (?) lançou um livro. Como digo já nada me espanta. Fiquei no entanto a pensar após ter visto na TV uma qualquer apresentação num hipermercado, em que a senhora(?) estava a autografar livros. Até acredito que, para além do MP e da PJ, possa haver mais algumas pessoas a querer comprar o livro (tipo 6 milhões), mas porque raio alguém vai querer um autógrafo da Carolina Salgado?
     Gostei de ver as opiniões recolhidas da vox populi . "Admiro a coragem dela" dizia uma senhora muito bem composta com um bacalhau debaixo do braço. Sou forçado a concordar. É sempre de admirar a coragem de quem brinca ao capuchinho vermelho com esse Deus Grego, esse sex symbol que dá pelo nome de Jorge Nuno Pinto da Costa. Só de imaginar até o café se revolta no meu estômago.
     Quanto ao conteúdo do livro tenho de confessar que é muito positivo. Mais processos, mais animação que isto do futebol dentro das quatro linhas anda mesmo muito por baixo. Alguém viu o jogo de ontem entre o maior clube do mundo e uma associação de pescadores? BOOOOOOORING.
     Deixo-vos com uma frase que não me larga o pensamento. Hélder Postiga, após o jogo com o Arsenal, e confrontado pelo jornalista com o facto de não marcar golos na Champions avançou com a seguinte explicação para a falta de concretização: "Ás vezes por manifesta infelicidade, outras vezes tem sido falta de sorte"...e quem fala assim não é gago. Este rapaz faz-se, ainda acaba a escrever um livro...



publicado por tonymorgadinho às 11:00
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15 comentários:
De Linger a 13 de Dezembro de 2006 às 12:45
Carolina Salgado lembra que ela e Pinto da Costa resolveram deixar o cofre
da casa aberto, "numa atitude de descaramento e provocação".
Já em Espanha, "Jorge Nuno acusava o Major de ter falado de mais e não ter
cuidado".
Confraternização com árbitros
Para sustentar a sua tese, Carolina faz uma confissão bastante perniciosa
para o líder portista: "Os árbitros Martins dos Santos e Augusto Duarte
eram visitas de nossa casa, sempre trazidos pelo António Araújo. Por ser
muito cuidadoso, Jorge Nuno nunca falou com um árbitro ao telefone, nem
precisava de o fazer, visto que eles iam lá a casa para confraternizar.
Eram levados pelo empresário António Araújo, bebiam café e comiam
chocolatinhos. O Araújo funcionava como uma ponte entre o Jorge Nuno, o
Reinaldo e os árbitros, disponibilizando-lhes simpatias, tais como
raparigas e outros bens."
No dia do encontro, em casa, com o Beira-Mar, a contar para a Liga, Pinto
da Costa combinou ir depor. Mas se ficasse detido havia uma estratégia bem
montada: "Se, por acaso, Jorge Nuno ficasse detido por ordem da juíza, tal
como aconteceu co m o major, os Super Dragões invadiriam o Tribunal,
destruindo tudo à sua passagem, e libertariam o presidente. Cá fora, eu
estaria à sua espera num local previamente combinado e fugiríamos para
Espanha, de onde só regressaríamos sabe-se lá quando."
Entretanto, Carolina recorda que teve o "desprazer de ouvir Joaquim
Pinheiro [irmão de Reinaldo Teles] dizer em voz bem alta que se não fosse
ele o presidente estava engavetado, devido a uma informação de um amigo seu
da PJ do Porto".
A "coça" a Ricardo Bexiga
"Há que limpá-lo", disse Pinto da Costa relativamente a Ricardo Bexiga,
vereador socialista da Câmara Municipal de Gondomar e alegado delator das
irregularidades naquela edilidade.
Carolina conta que se prestou ao serviço "mais desgraçado e degradante" da
sua vida.
Então, alegadamente, Pinto da Costa, "com as suas ligações ao submundo",
disse a Carolina quem é que ela deveria contratar para bater no vereador.
"Explicou-me como deveria actuar, pagando metade do preço à entrada e outra
metade à saída, ou seja, antes e depois da agressão. O serviço custava 10
mil euros, dinheiro que me entregou sempre em notas e que retirou de uma
grande gaveta da cómoda do nosso quarto, na Madalena, gaveta que, para meu
espanto, estava sempre a abarrotar de dinheiro vivo", lembra.
Depois de Ricardo Bexiga ter sido agredido, Carolina Salgado teve um rebate
de consciência, tendo desabafado o seu arrependimento com Lourenço Pinto,
que teve uma tirada deliciosa.
"Oh, minha querida, mas ele ficou a falar!", ao que Carolina respondeu:
"Mas eles partiram-no todo." Lourenço Pinto não modificou o discurso: "Sim,
mas ficou a falar."
Carolina revela ainda que pediu desculpa a Ricardo Bexiga e que esse
episódio "foi o princípio do fim" da sua relação com Pinto da Costa.
Os arrependimentos de Carolina
Carolina Salgado não se coíbe de mostrar arrependimento de muitas das
atitudes que tomou.
Por exemplo, o facto de não ter apertado a mão a Luís Filipe Vieira,
presidente do Benfica.
Na época 2003/2004, aquando da visita do FC Porto ao Estádio da Luz ficou
decidido que Pinto da Costa sentava-se no banco e Carolina na tribuna.
"Ali chegada (...) primei pela educação, numa atitude provocatória. Recusei
cumprimentar o senhor Luís Filipe Vieira deixando-o de mão estendida.
Depois fui para a casa de banho retocar a maquilhagem, perante o horror das
senhoras do Benfica que nem conseguiam olhar para mim a direito. Pelo
telemóvel, ir contando estes meus passos que rejubilava. És um espectáculo,
Carolina', dizia, pedindo-me que lhe contasse todos os pormenores",
sublinha.
Na temporada seguinte, Luís Filipe Vieira tinha decidido não deixar
Carolina entrar na tribuna. Então, a companheira de Pinto da Costa decidiu
ir para a bancada, na companhia dos Super Dragões, acompanhada de uma tarja
direccionada ao líder encarnado.
Pinto da Costa quando viu a tarja, que dizia "Ó orelhas, estou aqui", ficou
radiante. "O Jorge Nuno, hiper-feliz, mandava-me mensagens apaixonadas:
'Ouve lá, estás em grande' e 'Espectáculo'", refere.



De Linger a 13 de Dezembro de 2006 às 12:48
No final do encontro José Veiga e Luís Filipe Vieira insultaram Carolina
"de todas as maneiras e feitios, com alusões ao Calor da Noite", o que
desagradou a cônjuge de Pinto da Costa.

"Fiquei triste não pelo que eles disseram, mas pela apatia do Jorge Nuno
que vi, pela televisão, encostado a um canto da sala de imprensa, sem a
menor disponibilidade para reagir ao achincalho que, para todos os efeitos,
eu, a sua mulher, estava ali a sofrer", destaca.

José Mourinho rasgou a camisola de Rui Jorge
Não se percebe no livro se Carolina Salgado viu, mas a sua frase não deixa
dúvidas a ninguém.

"José Mourinho rasgou a camisola do jogador do Sporting, Rui Jorge", diz a
antiga companheira de Pinto da Costa, reportando-se ao empate entre leões e
dragões, a 1 de Fevereiro de 2004.

"Este acto do Mourinho provocou a fúria dos adeptos do Sporting, que me
insultaram, quando me dirigia para o parque de estacionamento (a que não
deveriam ter acesso...), e foi o próprio Rui Jorge que, saindo do seu
carro, acorreu em minha defesa, dizendo que eu não tinha nada a ver com o
acontecido", conta, numa revelação surpreendente.

Tendo problemas de flatulência [...] de vez em quando descuidava-se [...]
em cerimónias oficiais, levando-me a acender, de imediato, um cigarro para
disfarçar o odor.
Cortava-lhe as unhas dos pés e aparava-lhes os pêlos das orelhas.


ESTA PARA MIM FOI A MELHOR:...Tendo problemas de flatulência [...] !!ah ah aha


De TonyMorgadinho a 13 de Dezembro de 2006 às 14:40
Para mim a melhor é a da invasão do Tribunal para resgatar o PC. Completamente mirambolante, é a fantasia levada ao extremo, esta senhora (?) anda a ver filmes a mais...


De Linger a 13 de Dezembro de 2006 às 14:42
Andou Caro Tony...Andou...a ver filmes....lol...


De Kamarada a 13 de Dezembro de 2006 às 15:18
... mas ha por ai Pc`s carotes ... e então se forem portateis ... upa upa ... e que se metem debaixo do braço ... pois e ...


De TonyMorgadinho a 13 de Dezembro de 2006 às 15:58
Mas estou a ver que estás bem por dentro da temática do livro. Compraste um ou pediste ao Barbas? É que só ele comprou uma caixa...


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